Copa América: o que espera o Brasil contra o Paraguai nas quartas de final

Depois de dois dias de espera, o Brasil conheceu seu rival nas quartas de final na Copa América. Na próxima quinta-feira, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, o time de Tite entrará em campo contra o Paraguai, rival responsável por traumas recentes à seleção.

Dos três últimos fracassos verde e amarelos na competição sul-americana, dois foram diante dos paraguaios, em 2011 e 2015, ambos nessa mesma fase, em disputas por pênaltis.

O Brasil, aliás, não sabe o que é vencer o Paraguai na Copa América há quatro partidas, desde 2004, ano de derrota por 2 a 1. Depois, em 2011, foram dois empates, sendo que, no segundo, os paraguaios conseguiram classificação nos pênaltis, em dia que o Brasil errou todos os tiros, diz o MSN.

Por fim, veio 2015, novamente na disputa por uma vaga nas semifinais, e o Paraguai levou a melhor também na marca da cal após empate em 1 a 1 – na ocasião, Derlis González foi o destaque paraguaio, enquanto Thiago Silva, o “vilão” brasileiro pelo pênalti cometido.

À brasileira

Promessa paraguaia em 2015, Derlis trocou de clube logo após a Copa América, rumando ao Dínamo de Kiev, da Ucrânia. A expectativa era de que o então jovem de 21 anos decolasse no futebol europeu, o que não aconteceu. Em 2018, o atacante se apresentou ao Santos.

O futebol brasileiro ajudou Derlis a viver seus melhores dias. No começo de 2019, é verdade, ficou perto de deixar o clube, mas ganhou a confiança de Jorge Sampaoli e hoje é um dos destaques santistas. O mesmo acontece com outros nomes da seleção agora rival do Brasil.

Gustavo Gómez, por exemplo, deixou o futebol paraguaio cedo e logo se transferiu para o Milan, da Itália. Na Europa, no entanto, seu jogo não embalou, e ele só foi se consolidar como destaque em sua posição vestindo a camisa do Palmeiras, sendo também campeão nacional.

Outro paraguaio que viu seu nível crescer no Brasil foi Fabián Balbuena, ex-Corinthians. A projeção em solo nacional o colocou no West Ham, da Premier League, embora o zagueiro não seja titular absoluto de sua seleção – Junior Alonso, do Boca Juniors, é a opção.

O destaque

Apesar dos “brasileiros”, o principal nome da atual seleção do Paraguai é Miguel Almirón. Aos 25 anos, o meia já assumiu o protagonismo da equipe e não à toa se tornou a contratação mais cara da história do Newcastle, superando R$ 100 milhões, após se destacar na MLS.

O paraguaio perdeu a reta final da temporada por lesão, mas mostrou-se recuperado na Copa América, sendo titular nas três partidas, e deve ser a grande ameaça para o Brasil.

Estatísticas

Apesar da força defensiva, com Gómez e Balbuena à disposição, o Paraguai já foi vazado quatro vezes nesta Copa América, sexta pior marca da competição. Entre os classificados às quartas de final, só o Peru já buscou a bola nas redes mais vezes, com seis.

O ataque, de Derlis, Almirón e cia., também é modesto: três gols, só um a mais que os três piores no quesito no torneio, CatarEquador e Bolívia – todos já eliminados.

Em termos de comportamento em campo, o Paraguai teve, em média, 47% de posse de bola em seus jogos e foi a quarta equipe que menos tentou passes, com 1118. O time do técnico Eduardo Berizzo também é o quinto que menos finalizou, com 33.

Brasil e Paraguai se enfrentam nesta quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, valendo vaga na semifinal, contra o vencedor de Venezuela x Argentina

25/06/2019

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